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Crianças e exílio – Memórias de infâncias marcadas pela ditadura militar

Crianças e exílio – Memórias de infâncias marcadas pela ditadura militar

Crianças e exílio – Memórias de infâncias marcadas pela ditadura militar (Carta Editora, 2025, 344 p.).
Vencedor do Prêmio Especial O passado que não passa, do 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo 2025. O Livro reúne depoimentos de 46 brasileiros que viveram a infância no exílio após serem banidos pela ditadura militar.
Trata-se de uma coletânea de testemunhos de filhas e filhos dos militantes e intelectuais de esquerda perseguidos, presos, torturados e assassinados pela ditadura militar no Brasil. São histórias inéditas, sensíveis, humanas e trágicas, depoimentos de 46 brasileiras e brasileiros que eram crianças durante a ditadura militar no Brasil. As narrativas revelam como essas crianças levaram suas vidas longe do país de origem e como os militares brasileiros as trataram naquele período.Algumas foram trocadas por diplomatas que haviam sido capturados pela resistência armada na luta pela democracia. Outras nasceram em outros países e sequer tiveram a oportunidade de serem registradas nas embaixadas brasileiras como cidadãos nacionais; além daquelas que foram levadas para fora para não serem mortas ou desaparecidas, como seus pais.

“Crianças e exílio é um livro impactante, que provocará um forte solavanco na história brasileira desse período sombrio e violento. São 46 textos de autores e autoras que hoje vivem no Brasil e também na França, Alemanha, Itália, Portugal e Estados Unidos, afinal, o Brasil ainda é um país estrangeiro para muitos deles. Hoje, deixam para trás um retiro maldito e inscrevem seus nomes na história do Brasil”, afirma o jornalista e escritor Eduardo Reina, que assina a introdução do livro.

A apresentação de capas é do jornalista Caco Barcellos. “Crianças e Exílio, em síntese, é um livro sobre odisseias individuais de pessoas que foram condenadas a viver sem pátria e que, unidas nesta obra, decidiram romper o silêncio sobre os segredos de sobrevivência nos ambientes de gente conservadora e de profunda de rejeição ideológica”, resume.

"O silenciamento que se impôs pela violência ditatorial reverberou nas famílias perseguidas que, para sua proteção e dos próximos, tiveram que exigir das crianças o sigilo de seus nomes e de seus pais, e esta marca do silêncio forçado atravessou grande período de suas vidas”, destaca Vera Vital Brasil, psicóloga, integrante do Coletivo RJ Memória, Verdade, Justiça e Reparação, que assina o prefácio da publicação.

“Este livro mantém viva a memória sobre um dos períodos mais cruéis e sangrentos da vida política do Brasil. Sob outro olhar traz à tona lembranças do arbítrio, perseguição, tortura, morte e suas consequências sobre os brasileiros e a sociedade”. (Eduardo Reina, jornalista e escritor – introdução).

    R$89,00Preço
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    ©2023 por Carta Editora. 

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